A oclusão dentária é a relação funcional entre os dentes, as gengivas, a articulação temporomandibular (ATM) e os restantes elementos deste sistema.
Uma oclusão dentária correta acontece quando existe um posicionamento correto entre os dentes inferiores e superiores, assim como uma relação adequada entre os maxilares, algo fundamental para o bom funcionamento das funções orais – mastigação, fonação, deglutição e estética. Quando tal não acontece estamos perante uma má oclusão dentária, que pode desenvolver vários problemas, um dos mais comuns, a disfunção temporomandibular (DTM).

Existem três tipos de oclusão dentária:

Classe I: A cúspide mésio-vestibular do primeiro molar superior oclui no sulco mésio-vestibular do primeiro molar inferior. Neutroclusão. Maxilares estão bem relacionados.
Classe II: A arcada inferior mais retruída (recuada) em relação à arcada superior;
Classe III: A arcada inferior está mais protruída (avaçada) em relação à arcada superior.

As causas são multifatoriais. Os principais fatores são: anatómico (forma, tamanho e posicionamento do osso e dentes), neuromuscular (contração excessiva dos músculos que se encontram sobre tensão), psicológico (nomeadamente o stress, que pode originar o ranger dos dentes, ou seja, chamado de bruxismo) e o fator patológico (artrite).

 

A articulação temporomandibular (ATM) é uma articulação bilateral e simultânea entre a mandibula (maxilar inferior) e o crânio (osso temporal).
A ATM torna-se complexa porque estamos perante duas articulações distintas, mas que trabalham em simultâneo para que haja estabilidade durante os movimentos funcionais mandibulares. Quando tal não acontece, pelos motivos que mencionámos acima, nomeadamente questões anatómicas, neuromusculares, psicológicas ou patológicas, originam-se distúrbios temporomandibulares (DTM).
São vários os sintomas que alertam para DTM, os mais recorrentes são:
-Dores de cabeça, ouvido e costas;
-Dor e pressão atrás dos olhos;
-Sensação de estalo e de desencaixe ao abrir ou fechar a boca;
-Dor ao bocejar, abrir a boca e mastigar (nos músculos da mastigação e da articulação temporomandibular);
-Tonturas e enjoos;

 

A saúde oral e a saúde geral têm uma relação incontestável. Não existe saúde plena sem uma boa saúde oral. Se no caso de um paciente normal é fundamental que os dentes estejam todos presentes ou devidamente substituídos, no caso de atletas é imperativo. Os dentes devem ocupar uma posição fisiológica compatível com a boa exposição estética e funcional, devem estar ausentes de cáries ou de outros problemas.
No desportista, todo o sistema músculo-esquelético deve funcionar e ser controlado em perfeita harmonia. A boca, com a sua importância sobre o Sistema Tónico Postural, tem de funcionar de forma funcional.

Todos os atletas amadores ou profissionais que apresentem:
• Dores musculares generalizadas;
• Queixas nos grupos musculares de maior esforço consoante o tipo de atividade desportiva;
• Lesões ou outras queixas de repetição constante;
• Alterações do padrão respiratório e todas as implicações envolvidas;
• Atletas que pretendam aumentar o seu rendimento físico e desportivo.
Os dentes e a boca através do Sistema Tónico Postural interagem com todo o sistema muscular, ou seja, com os movimentos, trabalho de força muscular, equilíbrio e propriocepção.
É um sistema complexo, mas existem evidencias práticas ao alcance de todos. Testes de força simples, como abrir a boca e colocar a língua de fora. A comparação de resultados mostras as evidências.

A falta parcial ou total de dentes, pode originar repercussões na nossa qualidade de vida, com consequências graves ao nível físico e mental. Para além do ponto de vista funcional e estético, que se reflete na baixa autoestima e confiança do paciente, a falta de dentes também pode causar dor, perda gengival e óssea, uma vez que os dentes presentes na boca vão movimentar-se para ocupar o espaço vazio existente. Esta movimentação afeta diretamente a capacidade mastigatória, reabsorção óssea e desequilíbrio da oclusão.
A Implantologia é a solução aplicada à falta de dentes. Permite a reabilitação da boca, proporcionando novamente ao paciente um sorriso funcional, saudável, confortável e natural.

O implante dentário é uma estrutura em titânio que substitui a raiz dentária artificial e a coroa substitui o dente propriamente dito. Nas clínicas Visualdente trabalhamos apenas com as duas melhores marcas a nível mundial, Straumann® e Nobel Biocare.

1. Consulta de observação
É realizada dias antes da cirurgia. Neste dia o médico faz uma observação clínica, registo dos dentes através de moldes e prescrição de exames auxiliares de diagnóstico necessários, nomeadamente, Raio x ou CBCT.
Caso seja necessário para uma boa higiene e saúde oral, antes da cirurgia podem ser realizados outros tratamentos dentários.


CBCT: CBCT (Cone Beam computer Tomography) ou Tomografia Computorizada de Feixe Cónico é uma técnica de imagiologia médica onde os raios-X são divergentes, formando um cone.

A aplicação do CBCT permite a obtenção de imagens 3D essenciais para a deteção de detalhes específicos das estruturas do paciente, muitas vezes omitidos em exames tradicionais a 2D.
Esta técnica foi especificamente desenvolvida para o estudo das áreas: dental, cabeça e pescoço.
O equipamento utilizado para realização deste tipo de exame é composto por um scanner que gira 360 graus em torno da cabeça do paciente numa questão de segundos.
O método de captação de imagem tem a capacidade de reduzir exponencialmente a dose de radiação a que o paciente fica sujeito. Isto é, ao contrário de exames convencionais, aqui é possível evitar que radiação se disperse para outras áreas do corpo. Será sujeita a uma baixa radiação somente a área que se pretende analisar.
Realizar um exame com recurso à técnica CBCT garante ao seu médico a fiabilidade necessária para avaliar e planear procedimentos futuros.

2. Apresentação do plano de tratamento
Após uma análise prévia de todos os dados do paciente é feita a apresentação do plano do tratamento. Nesta consulta todo o processo é esclarecido assim como todas as dúvidas que o paciente possa ter.


3. Realização da cirurgia
O procedimento cirúrgico é realizado sob efeito de anestesia local, para que o paciente se sinta confortável, calmo e sem qualquer tipo de dor. A prótese provisória feita previamente em laboratório é entregue na consulta possibilitando ao paciente ter uma ideia do resultado final.

4. Pós-operatório
O paciente cumpre as recomendações pós-operatórias para garantir uma boa cicatrização e adaptação. Posteriormente, após os tecidos que envolvem o implante e a prótese cicatrizarem, é elaborada os ajustes necessários e é confecionada a prótese definitiva, num material concebido à sua medida, resistente e duradouro.

5. O dia tão esperado – O novo sorriso
Neste dia é colocada a prótese definitiva já com todos os ajustes e garantia de que o resultado final é o desejado.

No nosso método de trabalho em implantologia recorremos sempre a próteses provisórias, porque eles são réplicas precisas das futuras próteses definitivos. São vantagens que conseguimos através das tecnologias digitais, assistidas por técnicas de sistema CAD/CAM.
No caso de ser necessário fazer modificações ou melhoramentos, estas fazem-se sempre num material temporário, ou seja, os “dentes provisórios”. O seu uso por um período adequado, permite fazer adaptações funcionais benéficas para o paciente. Estas alterações são transmitidas ao laboratório e entram no processamento digital acima mencionado, CAD/CAM.
O resultado final é um dente ou um conjunto de dentes definitivos, adaptados ao paciente, que após já passou um teste funcional de mastigação, esteticamente cumpre os requisitos exigidos e obedece a todos critérios da higienização.
Através destes procedimentos apresentamos ao nosso paciente um resultado rigoroso, preciso e de qualidade eximia.

Os implantes podem durar a vida toda, dependendo de vários fatores, uma vez que apesar de não ganharem cáries, podem infetar (perimplantites).
• A higienização é o fator fundamental para prolongar a vida do implante.
• A ausência de bruxismo, prolonga a vida do implante e dos materiais de reabilitação sobre o implante, evita fraturas dos materiais ou desgaste acentuado.
• O controle radiográfico e clínico, deve ser feito a cada 6 meses de forma a evitar complicações.
• A escolha do tipo de implante, nomeadamente a marca, comprimento e diâmetro podem condicionam a longevidade do implante.
• A condição do osso e a sua preparação, vai condicionar a vida dos implantes com o evoluir dos anos.
• O envelhecimento dos tecidos, duros e moles, são responsáveis também pela perda de implantes, ou estes se tornarem menos estéticos.

Não, com o nosso sistema demora 6 semanas. Durante este período são realizadas consultas de preparação e planeamento e feitos os exames de diagnóstico. Aos 15 dias realiza-se a cirurgia e coloca-se o dente provisório. Passado um mês é finalizado o processo e colocado o dente definitivo.

Não, 2 implantes podem suportar 3 ou mais dentes. 4 implantes podem suportar 12 dentes.

Porque o implante é fixo, integrado na boca, deve passar despercebido sem causar incómodos. A forma mais próxima com a natureza de substituição de dentes em falta ou que estejam comprometidos, é atualmente, o implante dentário.
Importa ter em mente que, assim como é fundamenta ter cada dedo das nossas mãos, também cada dente da nossa boca tem a sua função. Sempre que se perde um dente, perde-se uma parte da função da boca. Alguns dentes são mais importantes que outros, assim como os dedos da das nossas mãos, uns são mais importantes que outros. Por exemplo, se perder um indicador ou polegar deixa de conseguir agarrar.
Por exemplo, no caso de perda de um dente incisivo superior, para além de ser comprometida a estética, também é comprometida a função mandibular, a dicção, e a proprioceptividade oral. São dentes neuro sensoriais, que atuam na fala e por sua vez na Lateralização Cerebral.
Em caso de perda de dentes molares que exercem uma grande influência na função mastigatória e no apoio oclusal, assim como na proteção da articulação do maxilar, só os implantes dentários desempenham esta função com rigor e eficácia.
Em caso de perda de dentes pré-molares ou caninos, que desempenham a função de dar estabilidade tridimensional à mandíbula, a solução para prevenir a perda desta função eficazmente, é a colocação de implantes dentários.
Importa ressalvar que a implantologia desenvolvida nas Clínicas Visualdente conta com mais de 29 anos de experiência clínica, obedece a critérios rigorosos de metodologias de trabalho e conhecimento da técnica científica. Para além do elevado desempenho e profissionalismo, escolhemos os parceiros mais atualizados a nível tecnológico e trabalhamos com as duas marcas líderes mundiais de qualidade de implantes, Straumann® e Nobel Biocare.
Na Visualdente entendemos a implantologia como o restabelecer de funcionalidades do nosso órgão mastigador, dar-lhe saúde, protegê-lo dos danos e promover o nosso bem-estar geral. A forma mais próxima com a natureza de substituição de dentes em falta ou que estejam comprometidos, é atualmente, o implante dentário, fixo e integrado na boca.

A Ortodontia é uma especialidade da medicina dentária que atua no alinhamento dos dentes e na má oclusão, mais especificamente, no posicionamento incorreto entre os dentes do maxilar inferior e superior.
Apesar do seu essencial papel ao nível estético, é importante referir que a ortodontia trata problemas que vão muito além do alinhamento correto dos dentes. Na grande maioria das vezes um tratamento de ortodontia atua também na prevenção e resolução de outros problemas, nomeadamente, aparecimento de cáries extensas e doenças nas gengivas; corrige as alterações e o crescimento dos maxilares; aumento da eficiência mastigatória; melhora a fonação e respiração; previne a rotura e desgaste dos dentes. Quando os dentes não estão alinhados corretamente podem provocar também tensão nos músculos responsáveis pela mastigação, provocando a Disfunção da Temporomandibular que, entre tantos outros fatores, apresenta dores de cabeça, de pescoço, dos ombros e das costas.

-Aparelho fixo (aparelho ortodôntico autoligável metálico, aparelho ortodôntico autoligável estético e o aparelho ortodôntico lingual);
-Aparelhos ortopédicos e funcionais;
-Alinhadores invisíveis (Invisalign®)

Para que a nossa equipa de Ortodontia consiga definir qual o plano de tratamento mais adequado a cada paciente e qual a duração do mesmo, antes de iniciarmos o tratamento ortodôntico é sempre realizado um estudo completo, minucioso e individualizado, através da análise cefalométrica da radiografia de perfil, fotografias intra-orais e extra-orais, análise dos modelos da boca e da história clínica do paciente.
Após definirmos o plano de tratamento e duração do mesmo, é colocado o aparelho ortodôntico e mensalmente são realizadas consultas, onde é feito o controlo e acompanhamento do caso.

Existem 3 tipos de ortodontia, que se aplicam consoante a faixa etária do paciente.
Ortodontia interventiva
A Ortodontia interventiva ou corretiva atua ainda na desarmonia facial esquelética em casos de prognatismo, retrognatismo, progenia, retrogenia, sorriso gengival e assimetria facial.
Existem diversos tipos de patologias: apinhamento, diastemas, mordida aberta, mordida profunda e mordida cruzada. Dependendo da sua gravidade, são classificadas de classes, I, II ou lll.
Ortopedia dento-facial, aplicada dos 6 aos 12 anos, é realizada quando é detetada alguma anomalia no desenvolvimento dento-facial da criança. O queixo demasiado para a frente ou para trás, respiração oral ou mesmo ressonar são alguns dos sinais normalmente identificados pelos pais.
Tem por objetivo ajudar ao normal crescimento e desenvolvimento facial, assim como prevenir problemas como desenvolvimento anómalo do maxilar e assimetrias faciais, diminuindo a possibilidade de no futuro recorrer a terapêuticas mais interventivas.

Não existe uma idade definida para a colocação de aparelho ortodôntico. Existe, no entanto, uma fase ideal de intervenção mediante o problema que está na base do alinhamento incorreto dos dentes do paciente.
Caso o paciente não tenha outros problemas associados e pretenda realizar ortodontia para melhoria estética, necessita apenas de ter bons tecidos de suporte (osso e gengiva).

As desarmonias nas arcadas dentárias podem-se autocorrigir caso os hábitos de sucção forem abandonados antes do surgimento da dentição definitiva. Caso a dentição definitiva já se tenha começado a desenvolver, pode ser necessário proceder a um tratamento ortodôntico para realinhar os dentes.

A Dentisteria é a área da Medicina Dentária que tem por objetivo restabelecer ou melhorar a estética e tratar lesões dentárias.
A consulta de dentisteria é, muitas vezes a primeira consulta que dá início ao plano de tratamento e que encaminha o paciente para a área da Medicina Dentária indicada para o seu tratamento.
Esta é uma área muito ampla que atua nas lesões dentárias mais frequentes, como é o caso das cáries, dos traumatismos ou mesmo alterações na anatomia (forma, cor tamanho) dos dentes.

A cárie dentária é a doença infectocontagiosa mais frequente da cavidade oral, afetando 90% da população.
A cárie dentária é consequência da escovagem e higiene dentária inadequadas, que pela acumulação de restos alimentares, desenvolve bactérias na cavidade oral, que criam placa bacteriana. Por consequência, as bactérias transformam o açúcar dos alimentos em ácido criando assim a cárie, que pode provocar destruição parcial ou total do dente.
Num estado avançado, a cárie dentária pode mesmo transformar-se num problema complexo e originar infeções mais delicadas, com repercussões graves na saúde geral do paciente.

O tratamento consiste na remoção da zona afetada e reconstrução da anatomia original do dente utilizando resinas compostas.
O aparecimento de cáries dentárias pode ser prevenida através de hábitos simples como uma higiene oral adequada 3 vezes por dia após as refeições, a passagem do fio dentário pelo menos uma vez por dia, e uma alimentação saudável, sem consumo excessivo de açúcar.

A Dentisteria estética envolve diversas técnicas que contribuem para uma melhor harmonia do sorriso. Esta é uma área que utiliza procedimentos conservadores e pouco invasivos aos dentes, e que tem por objectivo alterar a forma e/ou cor dos dentes. O tratamento de dentisteria estética pode ser realizado através de um branqueamento dentário, da colocação de facetas, do enchimento de diastemas (espaçamento entre os dentes) e da remoção das manchas presentes no esmalte.

É a área da Medicina Dentária que estuda e previne o aparecimento de doenças dos tecidos moles (gengivas e mucosas) e duros (dentes e ossos) da cavidade oral.
A Medicina Oral Preventiva diagnostica e intervém em diversas áreas, nomeadamente:
1. Dores musculares e articulares (bruxismo):
Sofre de dores nos músculos da mastigação e da articulação Temporomandibular? Tem dores de cabeça, ouvidos e costas? Sensação de estalo e de desencaixe ao abrir ou fechar a boca? Dor ao bocejar, abrir a boca e mastigar?
Fatores como o anatómico (forma, tamanho e posicionamento do osso e dentes), neuromuscular (contração excessiva dos músculos que se encontram sobre tensão), psicológico (nomeadamente o stress, que pode originar o ranger dos dentes, ou seja o bruxismo) e patológico (artrite), também podem desenvolver tal palologia.
Estes sintomas podem afectar gravemente a qualidade de vida de uma pessoa e requerem um diagnóstico e tratamento apropriados.
2. Prevenção cancro oral:
O cancro oral é o sexto cancro mais frequente a nível mundial e é originado normalmente por lesões orais malignas. É fundamental a sua deteção e tratamento precoce.
3. Protetores bocais (goteiras):
Para além do aumento do rendimento físico do atleta, também é o método mais eficaz de proteger os dentes de movimentos bruscos.
4. Consulta da grávida:
Uma saúde oral correta durante a gravidez pode ajudar a prevenir cáries nas crianças. Alterações do desenvolvimento dentário decorrentes de perturbações nos períodos pré e perinatal facilitam o surgimento de cáries precoces na infância, precipitando por isso para a vigilância da saúde materna especialmente durante o 3º trimestre da gravidez. No entanto, idealmente, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças orais devem ser feitos ainda antes da gravidez.
5. Consulta de prevenção e manutenção de uma boa higiene oral:
Manter uma boa higiene oral é imperativo para uma vida saudável. É a principal forma de evitar doenças orais e de contribuição para um bem-estar geral.
A consulta de Medicina Oral Preventiva nas Clinicas Visualdente é composta pelo Selamento de Fissuras (de modo a prevenir o desenvolvimento de cáries); Aplicação Tópica de Flúor, para fortalecer o esmalte dentário e reduzir o risco de cárie; Destartarização, ou seja, remoção pelo Higienista da placa bacteriana, tártaro e manchas; recomendações sobre o método de escovagem e uso do fio dentário.

As próteses dentárias removíveis, são uma alternativa às próteses fixas. Como o próprio nome indica, podem ser retiradas da boca com facilidade e a qualquer momento. São apoiadas nos restantes dentes, ou caso o paciente não os tenha, diretamente na gengiva. São também o processo mais económico para recuperar a estética e a função mastigatória.
Os materiais utilizados nestes tratamentos são muito importantes para garantir a sua durabilidade e uma estética natural. No nosso laboratório, as próteses removíveis são produzidas com os melhores materiais e com as técnicas mais avançadas.

Existem dois tipos de próteses removíveis:
As próteses acrílicas e as próteses esqueléticas
As próteses acrílicas são uma opção de substituição de um dente ou de todos. São produzidas em acrílico e durante a função da mastigação são apoiadas na gengiva

As próteses esqueléticas são utilizadas na substituição de um ou mais dentes, mas não de todos os dentes, uma vez que requerem dentes de suporte para um bom desempenho da função. Esta segunda opção, apesar de requerer mais tempo de adaptação, é mais confortável do que a prótese totalmente acrílica, tendo em conta que é mais fina, pequena e mais resistente a fraturas.

As próteses dentárias devem ser higienizadas comos os restantes dentes presentes na boca, porém pelo menos uma vez por dia, deve retirada e profundamente higienizada. Os restantes dentes presentes na boca, sobretudo os que estão em contacto com a prótese, também devem ter uma limpeza especialmente cuidada. A utilização de próteses dentárias representa sempre um fator de risco acrescido para os dentes e para as gengivas, pelo que tem de haver uma limpeza adequada.
As próteses dentárias precisam de ser regularmente avaliadas, num período de tempo definido pelo médico dentista, dependendo de paciente para paciente. É importante garantir que a prótese não é prejudicada, por exemplo por cáries e doenças periodontais. Também é imperativo ajustá-las, uma vez que no local onde existe ausência de dente não existe nenhum estímulo ósseo, deve garantir-se que a prótese é ajustada ao paciente e que não existe reabsorção do osso. Se a prótese não for ajustada para além de perder a sua função, trará consequências ao nível estético .
A prótese removível é uma opção prática, económica e que também possibilita uma higiene oral adequada, uma vez que é possível retirá-la da boca a qualquer momento e higienizá-la.
Porém uma prótese não substitui a colocação de dentes e o desempenho das suas funções na nossa boca e no nosso sistema. Pode causar alguma insegurança, com receio que os outros notem ou mesmo que possam cair, não estimula o osso e não garante a mesma eficiência mastigatória que os dentes naturais.
A alternativa às próteses dentárias é a colocação de implantes dentários, ou seja, a colocação de dentes fixos. A forma mais próxima com a natureza de substituição de dentes em falta ou que estejam comprometidos, é atualmente, o implante dentário. Para além de estimularem as células ósseas, não há reabsorção nem o envelhecimento ósseo dos maxilares.

 

A Periodontologia é uma especialidade da Medicina Dentária que se dedica ao estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças periodontais, que atingem os tecidos de suporte dos dentes, nomeadamente as gengivas, o osso alveolar e o ligamento periodontal.

As doenças mais frequentes são Gengivite, ou seja, a inflamação da gengiva, e a Periodontite nos adultos (piorreia), que é consequência da Gengivite. A periodontite geralmente ocorre por volta dos 30 anos de idade de uma forma silenciosa. É uma patologia que deve ser acompanhada de 6 em 6 meses ao longo de toda a vida, uma vez que pode ter consequências graves, tal como mencionado acima, a perda precoce do osso e dos dentes.

A Gengivite e a Periodontite afetam o conjunto de tecidos que suportam o doente: a gengiva, o osso e o ligamento periodontal, que são responsáveis por manter a firmeza dos dentes no maxilar. É comum o aparecimento de pus entre os dentes e as gengivas, assim como movimentação dos dentes. Se nesta fase não for aplicado o devido tratamento, o paciente pode enfraquecer ou perder o osso, e consequente perder os dentes por falta de suporte.

O aparecimento das doenças que afetam os tecidos acima mencionados, são o resultado da acumulação de placa bacteriana e de tártaro no sulco existente nos tecidos da cavidade oral. Apesar de qualquer pessoa com uma higiene oral desadequada puder desenvolver tais patologias, também o tabagismo, o stress, os diabetes, a gravidez, a puberdade, o desalinhamento dos dentes e a falta de higienização de próteses dentárias, pode originar o aparecimento das mesmas.

No caso da Gengivite, o tratamento passa pela remoção da placa bateria e do tártaro acumulado. A colaboração e consciencialização do paciente é muito importante nesta fase, uma vez que tem de ser mantida uma higiene oral cuidada, através da escovagem e remoção da placa bacteriana, com utilização de fio dentário ou escovilhões.
No tratamento da Periodontite, o objetivo é assegurar que não há progressão da doença e eliminar a infeção.
Numa primeira fase de evolução da patologia, o tratamento passa sempre pela remoção da placa bacteriana e do tártaro existentes à superfície dos dentes.
Numa fase mais avançada, na maioria dos casos é necessário realizar uma raspagem e alisamento radicular dos dentes afetados, passando desde a superfície da gengiva até ao ponto mais profundo das bolsas periodontais. Desta forma a infeção é totalmente eliminada e garanta-se que não ocorra uma reinfeção.
Na fase de evolução mais grave da patologia, quando existem bolsas profundas com sangramento, o paciente pode perder o osso, e consequente os dentes por falta de suporte, é necessário recorrer a intervenção cirúrgica, onde é feito o alisamento radicular direto e os tecidos de suporte são remodelados.
A periodontite é uma doença crónica, para evitar a reinfeção e destruição dos tecidos de sustentação dos dentes, é imprescindível um acompanhamento para toda a vida e um cuidado diário por parte do paciente para evitar a reinfeção e a continuação da destruição dos tecidos de sustentação dos dentes.

Endodontia é a área da Medicina Dentária que estuda a estrutura interna do dente, ou seja, a polpa dentária (normalmente designada por “nervo do dente”) e os tecidos que rodeiam as raízes do dente. Passando pelas fases de prevenção, diagnóstico e tratamento, o objetivo da Endodontia é tratar o dente como um todo e recuperar os tecidos no interior e ao redor do dente.
A polpa dentária localiza-se no interior do dente, é rodeada pela dentina, que é responsável pela parte sensitiva dos dentes, nutrindo-os e protegendo-os de impactos causados pelos alimentos ou desgastes.
A Endodontia atua quando estamos perante uma patologia pulpar (patologia no “nervo do dente”), que pode ser originada por vários fatores, como cárie dentária, traumatismos dentários ou repetição de tratamentos restauradores dentários.

Quando o impacto provocado pela cárie atinge as zonas mais profundas do dente, a polpa fica inflamada, perdendo a capacidade de proteção e regeneração. Este estado irreversível é, normalmente, identificado por dor aos estímulos térmicos (frio e quente), abcessos na gengiva ou fístula (pequena bolha de pus na gengiva), ou desconforto ao toque e mastigação. O paciente também pode sentir uma dor espontânea no dente, que significa que a polpa dentária está a “morrer”. Quando isso acontece as bactérias atingem a parte mais profunda do dente e provocam uma inflamação irreversível. Nestas situações para evitar abcessos na gengiva ou outras complicações, é necessário desvitalizar o dente, ou seja, remover a polpa e ter uma intervenção endodôntica.

O tratamento passa por três fases:
1. Abertura Coronária para desinfetar, remover os tecidos doentes e limpar as bactérias nocivas do interior do dente.
2. É avaliada a evolução e o sucesso do primeiro tratamento, caso os tecidos internos já tenham normalizado, passamos à fase final.
3. Na última fase fecham-se os canais, com um material específico para o efeito (gutta-percha).
Finalmente, após os canais estarem tratados, para devolver a estrutura, função e estética, o dentista realiza a restauração do dente.

– Evita a extração do dente, que de outra forma não seria possível.
– Permite manter o dente na boca, manter a sua estética e função.
– Elimina a sintomatologia dolorosa associada, quando a polpa dentária já foi atingida.
– Evita o desenvolvimento de outras lesões, que não só comprometem o dente, mas também, o osso alveolar e as gengivas.
– Evita tratamentos mais dolorosos e dispendiosos no futuro, como por exemplo a colocação de implante para substituir o dente extraído.

Não, para que o paciente não sinta dor, o tratamento é realizado com anestesia local.